Estudo completo sobre a ressurreição de Cristo


"A ressurreição de Cristo. Fato ou Lenda?

ContraMundum 17/03/2021


” se Cristo não ressuscitou, logo é vã a nossa pregação, e também é vã a vossa fé.” [1]

A ressurreição de Cristo é o pilar da fé cristã, é o fundamento sobre qual toda a doutrina se assenta. O apóstolo Paulo estava tão certo disso que afirmou ser vã toda a pregação e esforço que ele fazia caso Cristo não tivesse ressuscitado.

Jesus nos ensinou que a vida não termina depois da morte do nosso corpo. Ele fez esta declaração impressionante: “Eu sou a ressurreição e a vida; quem crê em mim, ainda que esteja morto, viverá;.” Jesus não apenas predisse sua ressurreição como também enfatizou que esse acontecimento seria o “sinal” que confirmaria suas afirmações de que ele o Messias.

Segundo as testemunhas oculares mais próximas a Jesus, Ele demonstrou seu poder sobre a morte levantando-Se dos mortos depois de ter sido crucificado e ficar sepultado por três dias. Os apóstolos e outras testemunhas viram a Cristo vivo após terem presenciado sua morte. Essa é a crença que tem dado esperança aos cristãos de todo o mundo nos últimos 2.000 anos. Essa crença que moldou o mundo e transformou doze homens medrosos em missionários ousados. É sobre o fato histórico da ressurreição que toda a história cristã é construída. Por isso, umas das primeiras pregações públicas após a morte de Jesus, o apóstolo Pedro afirma: “Deus ressuscitou a este Jesus, do que todos nós somos testemunhas.”[2]

Com exceção das grandes religiões monoteístas, todas as principais religiões do mundo baseiam-se em meras afirmações filosóficas ou mitológicas. Das que se baseiam mais na vida de pessoas do que num sistema filosófico, somente o cristianismo postula um a ressurreição corpórea de seu fundador.

Como afirma o teólogo R.C Sproul: “A veracidade da ressurreição é vital para o Cristianismo. Se Cristo foi erguido dos mortos por Deus, então Ele detém as credenciais e a certificação que nenhum outro líder religioso possui. Buda está morto. Maomé está morto. Moisés está morto. Confúcio está morto. Mas, de acordo com o Cristianismo, Cristo vive.”[3]

“Todos os dados apresentados pelo Novo Testamento mostram que o tema principal das boas novas, ou evangelho, não era: ‘Segue este Mestre e Faze o melhor’, mas: ‘Jesus e a Ressurreição’. É impossível excluir isso do cristianismo sem alterar radicalmente o seu caráter e destruir sua própria identidade.”[4]

Como afirma o historiador e teólogo N.T Wright: ” É por isso, como um historiador, eu não posso explicar o surgimento do cristianismo primitivo, a não ser que Jesus tenha ressuscitado.” [5]

Até mesmo Adolf Hamack, que rejeita a crença da igreja na ressurreição, admite: “A firme confiança dos discípulos em Jesus tinha suas raízes na crença de que Ele não permanecera morto, mas fora ressuscitado por Deus. Em virtude do que haviam experimentado nEle e certamente só depois de terem o visto, é que o fato de que Cristo havia ressuscitado era algo tão certo como o fato de Sua morte; sendo que a Sua ressurreição se tornou o principal tema da pregação dos discípulos acerca dEle.”[6]

A crença na ressurreição é algo estudado e debatido há séculos. Não podemos ignorar que essa é a pedra de tropeço do cristianismo. Ou aceitamos a ressurreição corpórea de Jesus, ou a negamos, e com isso rejeitando todo o resto.

Fato ou lenda?

Existem duas hipóteses para o evento da ressurreição. Ela aconteceu de fato ou foi uma invenção. E é exatamente isso que iremos discutir aqui.

O consenso acadêmico afirma alguns fatos sobre Jesus que precisamos saber. O exegeta Gary Habermas analisou mais de 3000 artigos acadêmicos e, assim, encontrou vários fatos que “são tão fortemente atestados historicamente que são concedidos por quase todos os estudiosos… mesmo os mais céticos”. [7]

Estes fatos são conhecidos como os Fatos Mínimos. Irei abordar três deles:

• A crucificação de Jesus.

• Os discípulos realmente acreditaram que ele ressuscitou dos mortos

• O Tumulo vazio

Vamos analisa-los um a um, fornecendo diversas evidências sobre as várias nuances que envolvem cada um deles.

E no final, irei abordar as principais teorias que tentam explicar a ressurreição como uma farsa, e irei demonstrar a fragilidade de tais argumentos. Vamos lá!

A crucificação de Jesus

Mesmo teólogos liberais como Dominic Crossan, afirmam: “ Que ele [Jesus] foi crucificado é tão certo quanto qualquer coisa histórica pode ser.“[8] O estudioso cético James Tabor diz:” Acho que não podemos ter dúvidas dada a crucificação de Jesus pelos romanos, que ele [Jesus], estava verdadeiramente morto.”[9]

Ambos Gerd Ludermann, professor e crítico ateu do Novo Testamento e Bart Ehrman, especialista em Novo Testamento e agnóstico, dizem que a crucificação é um fato indisputável. E por quê? Está escrito em todos os 4 evangelhos. Segundo Ehrman, quando os historiadores desejam aprender sobre Jesus, eles recorrem ao Novo Testamento, “não é por razões religiosas ou teológicas…É por razões históricas, pura e simples”.[10]

E além dos quatro evangelhos, temos um número de fontes não cristãs que corroboram a crucificação. Por exemplo, o historiador romano antigo Tácito, diz que Jesus sofreu pena extrema durante o reinado de Tibério.[11] O historiador judeu do primeiro século Flávio Josefo, reporta que Pilatos “o condenou para ser crucificado.” [12]

É comprovado em ao menos de 11 fontes históricas independentes. Quanto mais fontes nós temos sobre um evento histórico, mais confiáveis são as suas afirmações. Os historiadores geralmente ficam bastante felizes em ter duas fontes independentes para tais eventos, quanto mais diversas delas. Isso mostra o poder das evidências históricas do Novo Testamento.

Se juntarmos tudo isso com as referências dadas pelos pais da igreja dos séculos I, II e III, como Inácio de Antioquia, Clemente romano, Policarpo, Irineu de Lyon e os apologistas gregos, as evidências são ainda mais esmagadoras.

Devido a isso, pela simples análise das evidências históricas e com apoio de diversos historiadores das mais variadas crenças, possuímos completa segurança para afirmar a morte por crucificação de Jesus. (Contrariando a visão de algumas seitas e o Islã.)

Os discípulos de Jesus realmente acreditaram que Jesus ressuscitou dos mortos

Os discípulos de fato acreditaram que Jesus ressuscitou dos mortos e apareceu a eles. Existem três pontos de evidência para isso: O testemunho de Paulo sobre os apóstolos, tradições orais passadas pela igreja primitiva e as obras escritas pelos pais da igreja.

O apóstolo Paulo é importante porque ele diz conhecer os apóstolos pessoalmente, incluindo Pedro, Tiago e João. Paulo conhecia os apóstolos e a afirmação que eles faziam de que Jesus havia ressuscitado dos mortos.

Nós sabemos de múltiplas fontes que Paulo — antes conhecido como Saulo de Tarso — era um inimigo da igreja e perseguia os fiéis. Mas o próprio Paulo diz que ele se converteu de perseguidor a um seguidor de Jesus, porque ele encontrou com o próprio Cristo ressuscitado na estrada de Damasco. Esse fato que é bem significante e um critério importante segundo historiadores na determinação da veracidade de fatos históricos, pois temos um inimigo que nada teria a ganhar para mudar de lado.

Paulo não apenas disse que Jesus apareceu a ele, mas ele viveu todo sua vida demonstrando que acreditava com toda sua alma nesse fato. Paulo seria a pessoa mais improvável para a conversão, ele era totalmente oposto ao movimento cristão, ele era um judeu ortodoxo, estudioso e muito fiel as suas próprias convicções judaicas, sua transformação de perseguidor a missionário cristão exige uma explicação racional, e a melhor explicação é a que o próprio Paulo nos diz, que Jesus apareceu a ele na estrada de Damasco.

Temos ainda mais seis fontes históricas antigas em adição a Paulo, como Lucas, Clemente de Roma, Policarpo, Tertuliano, Dionísio de Corinto e Orígenes, que reportam que Paulo estava disposto a sofrer e até mesmo morrer pela sua crença. E como os historiadores sabem, mentirosos não servem para mártires. Paulo morreu decapitado em Roma após rodar boa parte da Ásia sendo perseguido e preso, simplesmente para levar a mensagem da ressurreição.

Outro exemplo de um incrédulo, que após ver Jesus ressurreto e se transformou em um seguidor é Tiago. Temos muitas evidências que Tiago não foi um seguidor de Jesus durante seu ministério. Marcos e João relatam que nenhum dos ‘irmãos‘ de Jesus acreditavam nele. De fato, a passagem em João é interessante, pois sugere que os irmãos de Jesus tinham ouvido falar sobre os supostos milagres, mas não acreditaram, e estavam até mesmo duvidando que seu irmão pudesse realizar tais atos. É tão notório que a família de Jesus não cria nele, que no evangelho de Marcos é relatado que seus parentes diziam que Jesus estava “fora de si”.

No entanto, algo crucial acontece, em 1 Coríntios 15:7, é dito que Jesus ressurreto apareceu a Tiago. Outra vez, esse é um relato muito antigo, que tem todos os traços de confiabilidade histórica, segundo os estudos sobre a epístola aos Coríntios. E como resultado desse encontro, Tiago não apenas passa ser um cristão, mas o líder da igreja de Jerusalém. Os relatos dos livros de Atos e Gálatas nos confirmam isso, e na verdade Tiago estava tão convencido que Jesus era o Messias, que ele morreu como um mártir, como as fontes cristãs e não-cristãs afirmam.[13]

Mesmo o professor ateu Gerd Ludermann conclui: “Pode ser tomado como historicamente certo que Pedro e os outros discípulos tiveram experiências depois da morte de Jesus, em que o Cristo apareceu a eles ressuscitado.” [14]

A tradição oral é uma peça importante nessa avaliação. Naquela época, obviamente não havia gravadores, e de maneira geral, a população não era alfabetizada, então a fonte de transmissão mais confiável de informação era verbal.

Estudiosos identificaram vários lugares em que a tradição oral foi copiada para o Novo Testamento em forma de hinos, credos e sermões. Isso é extremamente significante, porque a tradição oral já existia antes dos escritos do Novo Testamento, então possibilitou os autores a incluírem nos escritos.

Por exemplo, temos credos que remontam as doutrinas básicas do cristianismo e são facilmente memorizadas. Um dos mais antigos e mais importantes credos, está na carta aos Coríntios, escrita por volta de 55 d.C, que diz: ” Pois o que primeiramente lhes transmiti foi o que recebi: que Cristo morreu pelos nossos pecados, segundo as Escrituras, foi sepultado e ressuscitou no terceiro dia, segundo as Escrituras, e apareceu a Pedro e depois aos Doze. Depois disso apareceu a mais de quinhentos irmãos de uma só vez, a maioria dos quais ainda vive, embora alguns já tenham adormecido. Depois apareceu a Tiago e, então, a todos os apóstolos; depois destes apareceu também a mim, como a um que nasceu fora de tempo.”[15]

No Novo Testamento, temos vários exemplos de credos antigos e hinos (Fp 2, 6–11, Cl 1, 15:18, 1Tm 3:16, 1Co 11:23 e tantos outros). Assim como 1 Coríntios 15, três coisas podem ser ditas sobre eles. Eles remontam a antes de Paulo, são facilmente traduzíveis de volta ao aramaico e mostram características de poesia hebraica. O que isso significa? A maioria desses credos e hinos tratam sobre a morte, ressurreição e a divindade de Cristo, e os estudiosos classificam esse material dentro da primeira década da morte de Jesus, quando a Igreja ainda era fortemente judaica. Ou seja, a visão de Jesus como divino salvador ressurreto remonta aos primórdios do cristianismo, refutando a ideia dos críticos que a divindade de Cristo se desenvolveu através da história da Igreja.

Segundo os estudiosos, essa narrativa oral faz parte de uma antiga tradição cristã que Paulo recebeu dos primeiros discípulos. Essa tradição provavelmente foi transmitida a ele o mais tardar na época de sua visita a Jerusalém, em 36 d.C. (conforme narrado em Gálatas 1:18), se não antes, em Damasco. Portanto, ela remonta aos primeiros cinco anos posteriores à morte de Jesus, por volta de 30 d.C. A tradição é uma síntese da pregação cristã primitiva e pode ter sido usada para o ensino cristão.[16]

Ainda existem os escritos da geração pós-apostólica, pessoas que conheceram os apóstolos ou eram muito próximas de quem conheceu. Seus escritos refletem a doutrina ensinada pelos apóstolos e eram ensinadas as comunidades cristãs. Eles claramente afirmam que os apóstolos foram dramaticamente impactados pela ressurreição de Jesus. Consideremos Policarpo por exemplo. Os escritos de Irineu relatam que Policarpo “ era instruído e versado com muitos que haviam visto a Cristo, incluindo João, e ele sempre ensinava o que tinha aprendido com os apóstolos.” [17]

Por volta de 110 d.C, Policarpo escreveu um carta aos Filipenses na qual ele menciona a ressurreição de Jesus não menos de cinco vezes. Ele estava se referindo a Paulo e outros apóstolos quando disse: ”Eles não amaram a presente era, mas ele que morreu em nosso benefício e pelo nosso bem, foi ressuscitado por Deus.”[18]

O professor Bernard Ramm, comenta: “Tanto na história da Igreja como na história da Doutrina, a ressurreição é declarada desde os primeiros momentos. É mencionada por Clemente de Roma na Epístola aos Coríntios (95 d.C), um dos mais antigos documentos da história da igreja, e daí por diante é mencionada continuamente, durante todo o período patrístico. Aparece em todas as formulações do Credo Apostólico e nunca é refutada”.[19]

Sparrow-Simpson diz: “A mensagem básica do evangelho pregada por Inácio de Antioquia (50-ca. 115 d.C.) é Jesus Cristo, e a religião cristã consiste de ‘fé nEle e amor para com Ele, Sua Paixão e Ressurreição’. Ele insta os cristãos a estarem ‘plenamente convictos acerca do nascimento, paixão e ressurreição’ de Jesus.” “Jesus Cristo é descrito como ‘nossa esperança mediante a Ressurreição’. A Ressurreição de Jesus é a promessa de que também ressurgiremos”. “Além do mais, Inácio declara que a Igreja, ‘sem qualquer hesitação, rejubila-se na Paixão de nosso Senhor e em Sua Ressurreição’. Os fatos principais sobre os quais ele se detém são a Cruz, a Morte e a Ressurreição de Cristo. Estas ele reúne numa mesma categoria. Falando sobre certos hereges, ele afirma: ‘Eles se mantêm afastados da Eucaristia e da oração, porque não confessam que a Eucaristia seja a carne de nosso Salvador Jesus Cristo, o qual sofreu por nossos pecados e o qual Deus ressuscitou por sua terna bondade’. Repetindo o pensamento, ele afirma que a Ressurreição ‘foi tanto da carne como do espírito’.”[20]

Em suma, temos muitas evidências até agora, tais como a conversão dos incrédulos Tiago e Paulo, a tradição oral primitiva e os escritos antigos dos pais da Igreja. Ao todo, temos diversas fontes históricas independentes que atestam o mesmo evento histórico, a ressurreição era algo que eles acreditavam de verdade e que mudou suas vidas.

No seu Evangelho, Mateus nos mostra a covardia dos discípulos (26: 56). Jesus havia sido preso no jardim do Getsêmani e “então os discípulos todos, deixando-o, fugiram”.

Marcos, por sua vez, diz (14:50): “Então, deixando-o todos fugiram”.

O professor George Hanson comenta: “É natural que eles não estivessem muito corajosos nem com a mente muito aberta. Da maneira mais covarde possível, quando seu Mestre foi preso, eles O abandonaram e fugiram, deixando-o a enfrentar sozinho o Seu destino”. [21]

O professor Albert Roper menciona o fato de Simão Pedro “se encolher de medo diante da provocação de uma criada no pátio dos sumos sacerdotes e negar, com impropérios, que ele conhecesse ‘esse homem de quem falais’”. [22]

O que eles teriam visto que mudou essa realidade? Qual a explicação mais racional que tem maior suporte das evidências? Somente algo extraordinário poderia ter mudado a realidade de homens e mulheres acovardados em pregadores e missionários ousados.

O teólogo John Stott diz: “Talvez a transformação dos discípulos de Jesus seja a maior de todas as provas da ressurreição…”[23]

O dr. Simon Greenleaf, advogado de Harvard, diz acerca dos discípulos: “De modo que era impossível que eles tivessem continuado a afirmar as verdades que contavam, caso Jesus não tivesse realmente ressuscitado dos mortos e caso eles não tivessem tanta certeza desse fato como tinham de qualquer outro”.[24]

A seguinte descrição da transformação que ocorreu, após a ressurreição na vida dos apóstolos é um interessante enfoque poético sobre o assunto: No dia da crucificação estavam cheios de melancolia; no primeiro dia da semana, repletos de alegria. “No momento da crucificação estavam desesperançosos; no primeiro dia da semana seus corações estavam tomados de certeza e esperança. Quando pela primeira vez ouviram a mensagem da ressurreição, ficaram incrédulos, sendo difícil convencê-los, mas assim que tiveram certeza nunca mais duvidaram. O que poderia explicar a surpreendente mudança ocorrida nesses homens em tão curto espaço de tempo?

A simples remoção do corpo do túmulo jamais poderia ter transformado seus espíritos e personalidades. Três dias não são suficientes para se desenvolver uma lenda que tanto iria afetá-los. Requer-se tempo para o processo de formação de uma lenda. Esse é um fato psicológico que exige uma explicação mais convincente”. “Pense no caráter das testemunhas — homens e mulheres que deram ao mundo o mais sublime ensino ético já proclamado e que, mesmo diante das declarações de seus inimigos, puseram esses ensinos em prática em suas próprias vidas. Pense no absurdo psicológico que é descrever um pequeno bando de covardes derrotados escondendo-se certo dia num cenáculo, e alguns dias depois transformados num grupo que perseguição alguma era capaz de silenciar — e então tente atribuir essa impressionante transformação a nada mais convincente do que uma invencionice miserável que estavam tentando impor ao mundo. Isso simplesmente não faria sentido”.[25]

Os evangelhos foram escritos com proximidade temporal e geográfica tamanha aos eventos neles registrados que teria sido praticamente impossível fabricá-los […] O fato de que os discípulos foram capazes de proclamar a ressurreição em Jerusalém diante de seus inimigos, algumas semanas depois da crucificação demonstram que o que diziam era verdade, porque nunca poderiam ter falado a favor da ressurreição (e ter feito com que as pessoas acreditassem nisso), diante de tais circunstâncias, se de fato não fosse verdade. Se houvesse uma conspiração, certamente teria sido desmascarada pelos adversários dos discípulos, que tinham tanto o interesse como a capacidade para expor qualquer fraude vinda deles. Experiências comuns demonstram que tais intrigas são inevitavelmente expostas.[26]

O incrédulo, ao rejeitar essas evidências, precisa fornecer explicações plausíveis, com base em evidências que expliquem a mudança de vida dos apóstolos, o surgimento da Igreja primitiva em Jerusalém e o porquê a ressurreição é uma doutrina tão antiga quanto o cristianismo, sendo que ela não era aceita pelos gregos, romanos e judeus (os judeus não criam em ressurreição de um indivíduo somente, e os saduceus, rejeitavam totalmente a ressurreição dos mortos), somente para citar algumas implicações históricas.

Por isso, o ensinamento cristão, desde o ínicio sempre foi: “Por seu poder, Deus ressuscitou o Senhor e também nos ressuscitará.”[27]

O túmulo vazio

A Bíblia narra o seguinte acontecimento.

Em Lucas 24 1:3 “E no primeiro dia da semana, muito de madrugada, foram elas ao sepulcro, levando as especiarias que tinham preparado, e algumas outras com elas. E acharam a pedra revolvida do sepulcro. E, entrando, não acharam o corpo do Senhor Jesus.”

Basicamente, existem três partes de evidências para afirmar que o túmulo estava vazio:

O fator Jerusalém, a atestação do inimigo e o testemunho das mulheres.O fator Jerusalém se refere que Jesus foi publicamente executado e enterrado em Jerusalém, e sua ressurreição começou a ser proclamada nessa mesma cidade. De fato, muitas semanas após a crucificação, Pedro declara a uma multidão, ainda em Jerusalém que: “Deus ressuscitou Jesus, e todos nós fomos testemunhas desse fato.” [28]

Francamente, teria sido impossível para o cristianismo crescer nas terras de Jerusalém se o corpo de Jesus ainda estivesse no túmulo. As autoridades romanas e judaicas teriam simplesmente ido ao túmulo e visto o corpo e todo esse fervor teria acabado na hora. Na verdade, qualquer um poderia ter feito isso. A história da ressurreição logicamente não teria se mantido em pé por um único dia em Jerusalém, se o fato de o túmulo estar vazio não se confirmasse. Tudo dependia disso.

O professor E. H.Day comenta: “Se alguém afirmar que na verdade ninguém encontrou o túmulo vazio, a crítica se defrontará com algumas dificuldades. Ela terá de explicar, por exemplo, o problema da rápida propagação de uma tradição bem específica, que nunca foi questionada seriamente, o problema da natureza circunstancial das narrativas em que a tradição chega até nós, o problema do fracasso dos judeus em provar que a Ressurreição não havia ocorrido, o que poderia ser feito apresentando o cadáver de Jesus ou fazendo um exame oficial no sepulcro, uma prova em que eles tinham o maior interesse em apresentar”.[29]

Não houve uma discussão sobre a identificação do corpo de Jesus ou não, ninguém apareceu com um cadáver. A discussão girou sobre outros aspectos, o túmulo vazio era aceito por todos.

Existe uma inscrição interessante, uma fonte secular de origem bem antiga, a qual pode nos dar um testemunho do túmulo vazio de Jesus. Essa prova é denominada Inscrição de Nazaré, por causa da cidade onde foi encontrada.

É um edito imperial, proclamado no reinado de Tibério (14–37 A.D.) ou no de Cláudio (41–54 A. D.). É uma invectiva, acompanhada da ameaça de duras sanções, contra violação de túmulos e sepulturas. Tem-se a forte impressão de que a notícia do túmulo vazio havia chegado a Roma numa versão distorcida (Pilatos provavelmente teve de enviar um relatório, e obviamente deve ter dito que o túmulo fora saqueado). Ao que parece, esse edito é a reação imperial a história do tumulo vazio. [30]

Os judeus acusaram os cristãos de terem roubado o corpo do sepulcro. Isso não é somente reportado nos evangelhos, mas os escritores cristãos antigos dos primeiros séculos, como Tertuliano e Justino Mártir também relatam que essa era a crença judaica.

Aqui está a questão: Porque eles diriam que alguém roubou o corpo se o corpo ainda estivesse lá? Isso é uma confissão explícita de que o túmulo estava vazio. Essa admissão por parte dos judeus de que o túmulo estava vazio é repetida em todos os comentários subsequentes feitos pelos judeus sobre o assunto. O fato de o túmulo estar vazio é algo reconhecido pelos adversários, da mesma forma como é proclamado pelos discípulos, o que precisava era uma explicação para o acontecido, pois o túmulo vazio já era um fato.

Além do mais, a ideia de que os discípulos roubaram o corpo é uma explicação pobre. É sério que temos que acreditar que eles enfrentaram a guarda romana, removeram uma pedra pesada, roubaram o corpo e o esconderam, e estavam dispostos a sofrer e morrer voluntariamente por algo que eles sabiam que era mentira? Tendo sido criados como judeus, eles proclamariam a ressurreição de uma pessoa que estava em estágio de decomposição? Não faz o menor sentido. Iremos abordar todas as objeções para o túmulo vazio mais a frente em detalhes.

E surge uma pergunta interessante, por que o sepulcro de Jesus não se tornou um objeto de veneração?

O professor J. N. D. Anderson comenta que “também é significativo que não tenhamos qualquer indício de que o túmulo se tornou um local de adoração ou de peregrinação nos dias da igreja primitiva. Mesmo que aqueles que eram cristãos convictos tenham evitado ficar visitando o sepulcro devido à convicção de que o seu Mestre ressuscitara, que dizer de todos aqueles que tinham ouvido Seus ensinos e até mesmo visto o milagre do Seu toque de cura e não se uniram à comunidade cristã? Eles também, ao que parece, sabiam que Seu corpo não estava lá e devem ter concluído que uma ida ao túmulo seria algo sem sentido”.[31]

Outro fato que ajuda a corroborar a tese são os testemunhos das mulheres de que o túmulo estava vazio.

Não somente as mulheres foram as primeiras a descobrir o túmulo vazio, mas elas são mencionadas nos quatro evangelhos, e as testemunhas masculinas só aparecem depois, e somente dois deles.

E porque isso é importante? Porque no mundo da Palestina do primeiro século, as mulheres não eram estimadas na sociedade, e seus testemunhos não era muito bem aceito. Eram considerados menos credíveis do que os dos homens. Por exemplo, o Talmud judaico diz: “Antes, deixe que as palavras da Lei seja queimada do que entregue por mulheres.”[32] “E qualquer evidência que uma mulher der não é válida a oferecer.” [33] O historiador judeu Flávio Josefo ainda diz: “Não deixe o testemunho de mulheres ser aceito.”[34]

A questão então é, se os apóstolos fossem inventar uma história para enganar os outros, eles nunca colocariam mulheres para relatar o fato mais importante da história. É extremamente improvável que eles inventassem um testemunho desses. Porque não Pedro, o mais velho, pescador e homem de confiança de Jesus foi relatado como sendo o primeiro a ver o fato mais importante? A melhor hipótese do por que os apóstolos incluiriam testemunhos embaraçosos desse tipo, é porque realmente é verdadeiro.

Segundo Jacob Kremer, um crítico do Novo Testamento que se especializou no estudo da ressurreição: “Decididamente a maioria dos estudiosos sustenta firmemente a confiabilidade dos registros bíblicos sobre o sepulcro vazio”.[35] De fato, em uma pesquisa feita com mais de 2.200 publicações acadêmicas em inglês, francês e alemão sobre a ressurreição, desde 1975, Gary Habermas descobriu que 75 por cento dos estudiosos aceitava a historicidade da descoberta do sepulcro vazio.[36] A evidência é tão convincente, que uma série de estudiosos judeus, como Pinchas Lapide e Geza Vermes, declaram-se convencidos que o sepulcro foi encontrado vazio com base nas evidências.

E para finalizar, podemos destacar a simplicidade do relato sobre a ressurreição. Como o relato do sepultamento, o relato dos evangelhos sobre o sepulcro vazio é incrivelmente simples, despido de temas teológicos capazes de caracterizar alguma lenda que tivesse surgido posteriormente. Não há relatado Jesus saindo do sepulcro em triunfo magistral, expulsando a guarda romana e vencendo a morte.

Para entender o quão sóbria é a narrativa dos evangelhos, compara com os escritos apócrifos que narram a cena. Alguns, como o evangelho apócrifo de Pedro, descreve a triunfante saída de Jesus do sepulcro como uma figura de proporções gigantescas, cuja cabeça alcança as nuvens, sustentado por anjos gigantescos, seguida por uma cruz que fala, anunciado por uma voz vinda do céu e testemunhada pelos guardas romanos e líderes judeus e uma multidão de espectadores!

Isso demonstra quão real as lendas se parecem: elas são coloridas por acréscimos teológicos e apologéticos. Enquanto os fatos são os fatos, simples e crus, retratando apenas a verdade. E é exatamente isso que os evangelhos trazem.

Por uma análise bem clara das evidências, podemos dizer com segurança que a ressurreição de Cristo é bem fundamentada, segura e nem um pouco mítica.

Se Jesus não ressuscitou, muita coisa precisa ser explicada:

A Igreja

Todos sabemos que o cristianismo passou a existir em algum momento da metade do primeiro século. Por que veio a existir? O que fez esse movimento começar? Mesmo estudiosos mais céticos do Novo Testamento, reconhecem que a fé cristã deve suas origens à crença dos primeiros discípulos no fato de que Deus havia ressuscitado Jesus de Nazaré dos mortos. De fato, eles amarraram praticamente tudo a essa crença.

Durante todo o seu período inicial de existência, essa instituição sofreu muita perseguição pelos judeus e romanos. Indivíduos sofreram tortura e morte por amor ao Senhor somente porque sabiam que Ele havia ressuscitado dentre os mortos.

D. A. Major, diretor do Ripon Hall, em Oxford, diz o seguinte, conforme citado por Smith: “Caso a crucificação de Jesus tivesse sido o fim da experiência dos discípulos com Ele, seria difícil de entender como surgiu a igreja cristã. Aquela igreja foi fundada sobre o caráter messiânico de Jesus. Um messias crucificado não era messias algum. Seria alguém rejeitado pelo judaísmo e amaldiçoado por Deus. Foi a ressurreição de Jesus, conforme São Paulo declara em Romanos 1:4, que proclamou com poder que Ele era Filho de Deus”. [37]

Citado por Straton, o historiador Kenneth Scott Latourette diz: “Foi a convicção da ressurreição de Jesus que tirou Seus seguidores do desespero em que Sua morte os havia atirado e que os levou a perpetuarem o movimento iniciado por Ele. Mas devido à profunda crença que tinham de que o crucificado havia ressurgido dos mortos e de que O tinham visto e conversado com Ele, provavelmente qualquer coisa poderia ter acontecido à morte de Jesus e até mesmo a Ele próprio, menos serem esquecidos”.[38]

Se Jesus não ressuscitou, como explicar o surgimento do cristianismo e consequentemente da Igreja primitiva ?

Somente através da ressurreição as evidências encaixam.

O Domingo

O dia que, desde o início, os judeus guardavam para descanso era o sábado. Pois Deus, ao concluir a criação do mundo, descansou no sétimo dia. Isso estava escrito nas sagradas leis dos judeus, inclusive nos 10 mandamentos. Um dos aspectos de maior reverência na vida de um judeu era a guarda do sábado. Os cristãos se reuniam para adorar no primeiro dia da semana judaica, em sinal de reconhecimento da ressurreição de Jesus. Esses cristãos realmente conseguiram mudar para o domingo esse antiquíssimo dia de descanso e oração, que era guardado por razões teológicas. Lembre-se de que: ELES MESMOS ERAM JUDEUS! Lembrando-nos daquilo que pensaram que aconteceria se estivessem errados, devemos admitir que essa foi provavelmente uma das maiores decisões que um grupo de seguidores de uma religião jamais tomou! Sem a ressurreição, como iríamos explicar a mudança do dia de adoração de sábado para domingo? [39]

J.N. D. Anderson observa que, a maioria dos primeiros cristãos era de formação judaica e estava fanaticamente apegada à guarda do sábado. Portanto, foi preciso algo extremamente significativo para mudar esse hábito; a ressurreição foi necessária para que isso acontecesse![40]

Fontes antigas comprovam mudança. Lá pelo início do segundo século de nossa era, Inácio, bispo de Antioquia, em sua epístola aos Magnésios, mostra o costume de se reunirem os cristãos regularmente para adorarem em dia de domingo, esse fato estava firmemente estabelecido em toda a parte nas igrejas. “Aqueles que viviam segundo a ordem antiga das coisas voltaram-se para a nova esperança, não mais observando o sábado, mas sim o Dia do Senhor, no qual a nossa vida foi abençoada, por Ele e por sua morte.”[41]

Justino Mártir, escritor cristão (140 D.C.) em sua Apologia, escreveu: ” Aos domingos efetuamos nossa reunião conjunta, pois o primeiro dia é,aquele em que Deus, tendo removido as trevas, fez o mundo, e Jesus Cristo, nosso Salvador, ressuscitou dentre os mortos. “No dia anterior ao sábado, crucificaram-no; no dia depois do sábado, o domingo, tendo aparecido para os seus apóstolos, ele ensinou.”[42]

Se a Igreja primitiva era formada por judeus em Jerusalém, onde o costume milenar de guardar o sábado sempre vigorou, como explicar os motivos dessa repentina mudança? Porque a mudança de sábado para domingo?

Mais uma vez, sem a ressurreição, não há como fornecer uma explicação racional.

A ceia

A Ceia do Senhor é uma recordação da Sua morte, mas lemos em Atos 2:46 que esse era um momento de alegria. Bem, se não houve uma ressurreição, como poderia haver alegria? A lembrança da refeição tomada por Jesus, logo antes de ser traído e crucificado, teria provocado uma tristeza insuportável. O que transformou a angústia da última ceia numa comunhão de alegria ?

Eles se encontravam com Ele neste sacramento. Ele não estava morto, mas vivo. Eles iriam celebrar a morte de Jesus, conscientes de que Ele estava presente e ressurreto, até que ocorresse Sua ansiada volta.

Sabemos da existência — no meio da mais antiga comunidade cristã — de uma breve oração eucarística, oriunda da antiga igreja de fala aramaica. Que é:: “Maranata!” que significa: ‘vem, nosso Senhor! ‘ É totalmente inexplicável essa atitude dos primeiros cristãos, de se reunirem para celebrar a Ceia do Senhor entre si, a não ser que Ele realmente tivesse ressuscitado dos mortos ao terceiro dia.

Inclusive no Didaquê, que é um documento cristão dos mais antigos, um compêndio de instruções morais e eclesiásticas baseada nos ensino de Jesus escrito ainda no século I, já mencionava a prática eucarística como instrução a ser seguida pelas Igrejas.

De onde teria surgido e perdurado por milênios essa prática tão antiga quanto a Igreja para celebrar a morte e ressurreição de Jesus, caso a ressurreição não tivesse ocorrido? A ceia do Senhor esta ligada diretamente a ressurreição. Se a ressurreição não ocorreu, não há explicação para a ceia.

O batismo

Os cristãos possuíam uma cerimônia de iniciação — o batismo. É aí onde, mais uma vez, ousaram divergir do judaísmo. Os judeus continuaram circuncidando, e os cristãos seguiram o mandamento de seu Senhor a respeito do batismo. Uma pessoa tinha que se arrepender de seus pecados, crer no Senhor ressuscitado e ser batizada.

o que é que o batismo simbolizava? Não há dúvida a respeito! Paulo explica que, no batismo, a pessoa se une a Cristo mediante Sua morte e ressurreição. Quando ele entra na água, ele está morrendo para a velha natureza pecaminosa, e sai da água para compartilhar a nova vida ressurreta de Cristo. Nada no cristianismo é mais antigo do que os sacramentos, e, no entanto, estão diretamente ligados à morte e ressurreição de Cristo. Como explicar o significado do batismo cristão se a ressurreição nunca aconteceu?

Porque uma ressurreição corpórea individual?

Caso os discípulos estivessem interessados em inventar uma história para ser contada e quisessem que as pessoas cressem nela, com certeza não seria a ressurreição corpórea de um indivíduo. Por alguns motivos bem básicos, ninguém naquela época acreditava nisso.

Na visão greco-romana, a alma era boa, e o mundo físico mal. A morte era uma libertação. Portanto, uma ressureição corpórea na visão deles, além de impossível, era totalmente indesejável. Podemos ver um exemplo claro disso durante a pregação de Paulo em Atenas.

Durante a pregação de Paulo, todos prestavam a atenção, Paulo falou sobre Deus, a criação, mas bastou falar sobre ressurreição, logo zombaram dele. “E, como ouviram falar da ressurreição dos mortos, uns escarneciam, e outros diziam: Acerca disso te ouviremos outra vez”.[43]

Os judeus, ao contrário dos gregos, encaravam o mundo físico e material como algo bom. A morte não era vista como libertação do mundo material e, sim, como tragédia. Na época de Jesus, muitos judeus já nutriam a esperança de que algum dia, no futuro, haveria uma ressurreição corpórea de todos os justos, quando Deus renovasse o mundo inteiro e retirasse dele todo sofrimento e morte. A ressurreição, contudo, não passava de uma parte da restauração completa do mundo, segundo os ensinamentos judaicos. A ideia de um único ser ressuscitar, no meio da história, enquanto o restante continuasse sendo afligido por todos os males era impensável. E a corrente judaica que controlava o templo, os saduceus, nem cria em ressurreição. “E, chegando-se alguns dos saduceus, que dizem não haver ressurreição,”[44]

A pergunta que fica é, se a grande maioria das pessoas da época não cria na ressurreição, porque eles inventariam uma história que seria muito mais difícil de convencer todo mundo?

Martírio

Todos os discípulos foram torturados e mortos por causa da sua fé, com exceção de João, ele foi torturado e preso, mas foi liberto e morreu de velhice. Todos eles viraram missionários, foram em várias cidades, enfrentando perseguições, prisões e péssimas condições de vida, apenas para comunicar os ensinamentos de Jesus, e anunciar sua ressurreição. Não ganharam dinheiro, posses, terras, fama, apenas encontraram a morte. Como explicar o martírio dos apóstolos sem a ressurreição? Faz sentido morrer por uma mentira que você mesmo inventou e não trazer trazer nenhum benefício a você? Como explicar essa mudança repentina de vida, que tirou esses homens que tinham uma família, emprego, vida estabelecida em seu país, para comunicar uma história em várias cidades se essa história fosse uma mentira inventada por eles mesmo? Mentirosos não fazem bons mártires!

Se a ressurreição é uma mentira inventada pelos apóstolos, porque eles morreram por ela? Não faz sentido!

A explicação mais racional são as que as evidências mostram, Jesus ressuscitou!

Respondendo teorias comuns que tentam explicar a ressurreição:

Teoria do desmaio

A ideia de que Jesus na verdade não morreu na cruz pode ser encontrada no Alcorão, de fato, os muçulmanos ahmadis afirmam que Jesus, na verdade, fugiu para a Índia. Até hoje há um santuário que supostamente marca seu verdadeiro túmulo, em Srinagar, na Caxemira.

Entre os séculos XVIII e XIX, Karl Bahrdt, Karl Venturini e outros, tentaram demonstrar que a ressurreição era falsa, dizendo que Jesus apenas desmaiou de exaustão na cruz, ou que apenas lhe deram um remédio que fez parecer que ele tinha morrido. Mas o ar fresco e úmido do túmulo o fez reviver mais tarde. Essa teoria ganhou força durante muito tempo com publicações de livros, filmes e explicações na televisão. Mas o professor Luke Timothy Johnson, da Universidade Emory, classifica essa teoria como “a mais pura conversa fiada, produto de imaginação febril, e não de estudo cuidadoso”.[45]

Então, vamos aos fatos!

Um artigo científico sobre a morte de Jesus foi publicado em 1986 em uma das revistas científicas mais prestigiadas do mundo — o JAMA, The Journal of the American Medical Association, intitulado “On the Physical Death of Jesus Christ” (Sobre a morte física de Jesus Cristo).

Nele os autores demonstram como processo de açoitamento romano era terrivelmente cruel. São descritos detalhes técnicos, que juntamente com a narrativa bíblica, fornecem um panorama completo de todo esse processo, desde o julgamento até a morte na cruz.

Antes do julgamento, é narrado em Lucas 22 que Jesus estava em profunda angústia e suava sangue. Embora seja um fenômeno raro, médicos reconhecem essa característica como hematidrose, que pode ocorrer devido a altos níveis de stress. Após ser julgado, Jesus foi açoitado violentamente com um chicote de couro, com pequenas bolas de ferro nas pontas e ossos pontiagudos. As bolas de ferro causavam ferimentos internos e os ossos dilaceravam a carne, expondo a musculatura esquelética e causando grande perda de sangue, o que provavelmente o deixou em um estado de pré-choque.

Após severa flagelação, Jesus foi zombado, cuspido e obrigado a carregar a própria cruz até o Gólgota. Durante a crucificação, o acusado era jogado sobre a cruz no chão, e pregado com pregos de até 18 cm de comprimento nos pulsos e nos pés.

A crucificação era um processo que produzia intensa dor e causava uma morte lenta e sufocante. Respirar era algo extremamente doloroso. A cada respiração, Jesus tinha que elevar as costas em carne-viva, arrastando-a na madeira e apoiando todo o peso nos pés, que estavam pregados. Fato que aumentava a perda de sangue e causava dores terríveis.

As causas da morte por crucificação poderiam ser várias, mas as duas mais comuns eram choque hipovolêmico e asfixia por exaustão. Quando o evangelho de João narra que após a morte de Jesus um soldado o transpassou com a lança e saiu “sangue e água”, a explicação dos cientistas é de que a água provavelmente representava fluido pleural e pericárdio seroso e teria precedido o fluxo de sangue e teria menor volume do que o sangue. Talvez no cenário de hipovolemia e da insuficiência cardíaca aguda, os derrames pleurais e pericárdicos podem ter se desenvolvido e teriam sido adicionados ao volume de água aparente.[46]

Dr. William D. Edwards, um dos autores do artigo conclui: “Claramente, o peso das evidências históricas e médicas indica que Jesus estava morto antes que fosse feito o ferimento em seu lado […]. Por essa razão, inferências baseadas na pressuposição de que Jesus não morreu na cruz estão em conflito com o conhecimento médico moderno.”[47]

Não existe a mínima possibilidade de alguém sobreviver a essa tortura. Os romanos eram especialistas na arte de executar suas vítimas, e não correriam o risco de pagarem com a própria vida de cometer o erro em deixar uma delas viva. Tanto que para ter certeza absoluta da morte de Jesus, eles o transpassaram com a lança.

Você realmente acredita que jazer horas e horas, sem qualquer assistência médica, sem comida nem água, num túmulo escavado na rocha, na Palestina à época da Páscoa, quando é bem frio à noite, após ter sofrido sérios flagelos e ser crucificado com uma enorme perda de sangue, iria fazê-lo recuperar os sentidos em vez de provocar o fim inevitável de Sua vida frágil? Que após tudo isso, ele ainda se levantou no túmulo, empurrou uma pedra pesada, passou pela guarda romana, andou cambaleante até encontrar alguém?

Até mesmo o cético David Friedrick Strauss, alguém que certamente não acreditava na ressurreição, desferiu o golpe mortal em qualquer ideia de que Jesus se recuperou de um desmaio. Estas são suas palavras:

“É impossível que alguém, semimorto, que saiu furtivamente do sepulcro, fraco e enfermo, se locomovesse com dificuldade por vários lugares, necessitando de tratamento médico, o que incluiria curativos, fortalecimento físico e atenção, e que ainda havia sucumbido a seus sofrimentos; sim, é impossível que tal pessoa tivesse dado aos discípulos a impressão de que era um vencedor sobre a morte e a sepultura, o Príncipe da Vida, uma impressão que ficou no fundo de seu futuro ministério. Uma ressurreição dessas só poderia ter enfraquecido a impressão que lhes causou durante a vida e na morte. Na melhor das hipóteses só poderia ter dado um tom de lamentação a essa impressão. De modo algum poderia ter transformado a tristeza deles em entusiasmo, a reverência em adoração”[48]

O máximo que Jesus inspiraria nos apóstolos seria pena. Ao encontrarem aquele homem desfigurado, completamente ensanguentado e machucado, a visão que Jesus passaria seria de um homem semi morto, completamente derrotado, não o Messias triunfante, que inspirou a mudança de vida que conhecemos.

Não existe absolutamente nenhum dado, nem mesmo falsificado, fantástico ou imaginativo a respeito de Jesus ter sobrevivido à crucificação, em nenhuma fonte favorável ou contrária, em qualquer época, seja anterior ou posterior.

Podemos concluir, com toda certeza, que a teoria do desmaio é completamente fantasiosa e não possui nenhuma evidência em seu favor.

Teoria do roubo do corpo

Essa foi a primeira teoria criada para explicar o túmulo vazio e a ressurreição. No evangelho de Mateus, ele faz a seguinte narrativa para informar sobre a teoria prevalecente à sua época, a qual procurava refutar a ressurreição de Cristo: “E, indo elas, eis que alguns da guarda foram à cidade e contaram aos principais sacerdotes tudo o que sucedera. Reunindo-se eles em conselho com os anciãos, deram grande soma de dinheiro aos soldados, recomendando-lhes que dissessem: Vieram de noite os discípulos dele e o roubaram, enquanto dormíamos. Caso isto chegue ao conhecimento do governador, nós o persuadiremos, e vos poremos em segurança. Eles, recebendo o dinheiro, fizeram como estavam instruídos. Esta versão divulgou-se entre os judeus até ao dia de hoje” [49]

Nos escritos de Justino Mártir (100 d.C — 165 d.C), Tertuliano 160 d.C — 220 d.C) e outros, percebe-se que durante algum tempo a teoria do roubo, tal como se encontra registrada em Mateus, foi popular entre os judeus.

Na obra de Justino Diálogo com Trifo, o judeu fala de “um certo Jesus, um enganador da Galileia, a quem crucificamos; mas seus discípulos roubaram à noite o corpo do túmulo, onde fora sepultado depois de ter sido tirado da cruz, e agora enganam as pessoas afirmando que Ele ressuscitou dos mortos e ascendeu ao céu”. [50]

“Semelhantemente Tertuliano também diz: “Encontraram o túmulo totalmente vazio, com exceção dos panos que envolviam o sepultado. Todavia, os líderes dos judeus, que, na prática, tinham a preocupação tanto de divulgar uma mentira por todos os lados como de manter o povo, em questões de fé, obedecendo e contribuindo financeiramente, esses líderes espalharam que o corpo de Cristo fora roubado por seus seguidores!”[51]

Isso só demonstra como é verdadeiro o que abordamos anteriormente, o túmulo estava de fato vazio. A questão era o que aconteceu. Como mostramos, Jesus estava de fato morto, então só há duas alternativas, ou levaram o corpo, ou ele saiu ressuscitado.

A guarda romana que estava guardando o local foram aos principais líderes judeus relatar o que tinha acontecido. A reação deles demonstra que eles sabiam que o corpo não havia sido roubado, mas eles precisavam acreditar nisso, tanto que foi preciso subornar os guardas e elaborar toda uma explicação.

O professor Albert Roper diz: “Sejamos justos. Estamos diante de uma explicação que, para pessoas de bom senso, não soluciona. Quando os principais sacerdotes induziram Pilatos a determinar ‘que o sepulcro seja guardado com segurança até ao terceiro dia’, o registro dos fatos justifica a conclusão de que, sem dúvida alguma, manteve-se o sepulcro em ‘segurança’. De modo que, raciocinando a partir desse relato, não há como deixarmos de chegar à conclusão de que as medidas tomadas para evitar que os amigos de Jesus roubassem Seu corpo constituem agora uma prova irrefutável de que não tinham condições de participar desse roubo e de que não o fizeram”.[52]

Os judeus alegaram que a guarda estava dormindo, por isso os discípulos puderam levar o corpo. Mas se os soldados estavam dormindo, como poderiam dizer que os discípulos roubaram o corpo? Diz Santo Agostinho: “Ou estavam dormindo, ou estavam acordados; se estavam acordados, por que permitiram que os discípulos roubassem o corpo? Se estavam dormindo, como poderiam saber que os discípulos o roubaram? Dessa forma, como teriam a coragem de depor sob juramento que o corpo fora roubado?”[53]

O professor David Brown comenta: “Se havia algo que era necessário para completar a prova da realidade da ressurreição de Cristo, certamente era a tolice da explicação que os guardas foram subornados a dar. Era bem improvável que todo um destacamento de soldados fosse dormir durante a vigília; mas era totalmente improvável que isso acontecesse num caso como esses, em que as autoridades se mostravam ansiosas por que o túmulo permanecesse intacto…” [54]

Sobre a teoria forjada pelos judeus Paul Little diz: “Deram dinheiro aos soldados e disseram-lhes para que explicassem que os discípulos tinham vindo de noite e roubado o corpo enquanto estavam dormindo. A falsidade dessa história é tão óbvia que Mateus nem se dá ao trabalho de refutá-la. Que juiz lhe daria atenção caso você dissesse que, enquanto dormia, o seu vizinho tinha vindo e roubado o aparelho de televisão da sua casa? Um testemunho como esses seria ridicularizado e rejeitado em qualquer tribunal”.[55]

Edward Gordon Selwyn, citado por Wilbur Smith, comenta sobre a possibilidade de os guardas dormirem: “É inacreditável que… todos, sem exceção, tenham dormido quando ali estavam estacionados com um propósito tão incomum — garantir que um cadáver não fosse roubado. É inacreditável especialmente quando se considera que esses guardas estavam sujeitos à mais severa disciplina do mundo. Para uma sentinela romana, dormir no posto significava a morte. No entanto, esses guardas não foram executados; nem mesmo foram declarados culpados conforme o regulamento, nem tiveram a sensação de um fracasso deplorável nem se exasperaram, embora isso fosse de se esperar diante do fracasso do plano deles de guardar o corpo…. É praticamente evidente por si mesmo que os governantes judeus não acreditaram naquilo que instruíram e subornaram os soldados a dizer. Se tivessem acreditado, por que os discípulos não foram imediatamente presos e investigados? Pois um ato desses de que eram acusados implicava uma ofensa muito séria contra as autoridades existentes. Por que eles não foram forçados a entregar o corpo? Ou, no caso de serem incapazes de provar sua inocência, por que não foram castigados por esse crime?… Em lugar algum existe a menor indicação de que os governantes tenham tentado fundamentar a acusação“.[56]

Além do mais, os discípulos não tinham motivo algum para tirar o corpo, que fora sepultado com o devido respeito e honra. Nada mais podiam fazer pelo corpo do seu Senhor que já não tivesse sido feito. José de Arimateia jamais lhes disse para retirarem o corpo do lugar inicial de sepultamento. Igualmente nenhuma outra pessoa deu essa sugestão. De modo que, se realmente empreenderam tal tarefa, só pode ter sido para a desonra do corpo de Jesus e para enganar outras pessoas. Em outras palavras, para impingir nos habitantes da Palestina uma mentira sobre Jesus. Esses discípulos haviam seguido o Senhor durante três anos, e não importa o que mais eles possam ter sido, certamente não eram mentirosos. Não eram indivíduos ignorantes dados a enganar. É inconcebível que os onze, depois de acompanharem o Santo Filho de Deus, o qual condenou a falsidade e sempre exaltou a verdade, depois de ouvirem-no pregar um evangelho da mais elevada retidão que já se tinha ouvido até então, é inconcebível que esses onze discípulos decidissem todos repentinamente participar de uma maquinação vil como essa. E faz menos sentido ainda, ser torturado e morrer por uma história que você mesmo ajudou a criar.

Como afirmou o físico e filósofo Blaise Pascal: ” A hipótese de que os apóstolos eram fraudadores inescrupulosos é totalmente absurda. Levemos esse conceito às últimas consequências. Esses doze homens teriam se reunido após a morte de Jesus e conspirado para dizer que ele havia ressuscitado dos mortos. Agindo assim, eles entrariam em choque com os poderes instituídos da época. O coração do homem é singularmente suscetível à volatilidade, à mudança, às promessas e aos subornos. Só precisava que um deles fosse levado a negar suas afirmações, por meio de qualquer desses estímulos ou diante da ameaça de aprisionamento, tortura e morte, e todos os outros estariam perdidos. Pedimos ao leitor que medite detidamente sobre essas afirmações.”[57]

O aspecto mais forte desse argumento é o fato histórico de que ninguém, seja menor ou influente, santo ou pecador, cristão ou herege, jamais confessou livremente ou sobre pressão, recebendo subornos ou mesmo tortura, que toda história da ressurreição era uma farsa, uma mentira, um engano deliberado. Mesmo quando algumas pessoas não suportaram a tortura, negaram a Cristo e adoraram César, elas nunca mencionaram esse tipo de mentira, nunca revelaram que a ressurreição havia sido uma conspiração criada pelos discípulos. Isso não era uma opção. Nenhum cristão acreditava que a ressurreição fosse uma conspiração; caso contrário, não teriam se tornado cristãos.

Como diz George Hanson: “A fé simples do cristão que crê na Ressurreição não é nada em comparação com a credulidade do cético que é capaz de aceitar as fantasias mais absurdas e improváveis para não admitir o testemunho claro de fatos históricos confirmados. As dificuldades da fé podem ser grandes; os absurdos da incredulidade são maiores”.[58]

Portanto, a hipótese de que os discípulos passaram pela guarda romana, roubaram o corpo de Jesus, e saíram proclamando que Ele havia ressuscitado é completamente irreal. Não há o menor indício de qualquer evidência que leve a essa conclusão, muito pelo contrário, as evidências mostram o quanto essa teoria é absurda e falsa.

Teoria do plágio

Essa teoria também é popular, mas é uma das que menos tem qualquer tipo de suporte histórico e é mais rejeitada por qualquer historiador sério. Mas, na maioria das vezes quem a sustenta não se importa com isso, muito menos se importam em apresentar evidências sólidas que deem suporte a essa teoria insana, apenas fazem alegações desconexas baseadas em textos de confiabilidade duvidosa retiradosda internet.

Quando pressionado por evidências,, alguns recorrem ao documentário Zeitgest, que já foi rechaçado por inúmeras vezes por não fornecer nenhuma base histórica relevante, ou a alguns escritores antirreligiosos que constroem argumentos cheio de pressuposições e conjecturas falsas.

Essa teoria afirma que a vida, morte e ressurreição de Jesus é baseada na mitologia antiga de deidades de outras religiões (Mitra, Osíris, Hórus e etc), as chamadas religiões de mistério. Por alegadas similaridades entre as histórias, os entusiastas dessa teoria alegam que a história de Jesus foi copiada, portanto, sendo uma farsa total.

Mais quais seriam essas alegações?

Somente para citar alguns exemplos para que você possa entende-los e desmistifica-los:

Mithra:

Nascido de uma virgem, dia 25 de dezembro, tinha doze seguidores, era um grande professor e foi crucificado.

As semelhanças podem lembrar a Jesus, mas elas seriam verdadeiras?

Não há menção de nascimento virginal no Mithraísmo, de fato, pouco de sabe sobre suas origens, a não ser o que alguns poucos desenhos descobertos em cavernas podem afirmar. Nem há nenhum relato dele sendo qualquer tipo de professor ou tendo seguidores, muito menos tendo sido crucificado. O mitraísmo era um religião de mistério, portando, não possuia livro sagrado, doutrinas sistematizadas nem nada.

Attis:

Nascido de uma virgem, dia 25 de dezembro, foi crucificado e ressuscitou.

Quantas coincidências com Jesus não?!

Mas infelizmente, para os fantasiosos seguidores dessa teoria, não há nenhuma menção sobre a data de 25 de dezembro nos mitos de Attis, ele é associado com o retorno anual da primavera. De acordo com a lenda, Agdistis, um monstro hermafrodita, levantou-se da terra como um descendente de Zeus. Agdistis gera o rio Sangarius que revelou a ninfa, Nana, que traz uma amêndoa em seu peito e se torna grávida pela amêndoa, gerando a Attis. Não há nenhum relato de crucificação no mito de Attis. E em uma das versões do mito, Attis é transformado num pinheiro.

Hórus:

Nascido de uma virgem, dia 25 de dezembro, tinha doze discípulos, foi crucificado e ressuscitou.

Aparentemente todos os deuses antigos eram iguais.

Há dois relatos de nascimento relacionados a Hórus (nenhum mostra um nascimento virginal).E em uma das versões, Ísis sua mãe, praticou magia para ressuscitar Osíris dos mortos assim ela poderia dar a luz a um filho que pudesse vingar sua morte. Ísis então engravidou do esperma de seu marido morto. Nunca se disse que Hórus foi crucificado, nem mesmo de ter morrido. A única conexão que nós podemos fazer de Hórus sendo ressuscitado é se nós considerarmos a eventual fusão de Hórus e Osíris. Mas tal teoria resulta em um beco sem saída, aparentemente notado pelos egípcios já que eles posteriormente alteraram suas crenças para arrumar as contradições. No conto egípcio, Osíris é ou desmembrado por Seth em uma batalha ou selado em uma arca e afogado no Nilo. Ísis então reúne o corpo de Osíris novamente e ressuscita Osíris para conceber um herdeiro que irá vingar a morte de Osíris. Não há nenhum relato de dias de nascimento, nem de seguidores, apenas conjecturas vazias.

Poderíamos perder muito tempo fazendo a mesma coisa. Perceba que todos esses mitos não tem ligação alguma com o cristianismo, mas claramente eles se apossaram de características cristãs para atrair fiéis ao seu movimento sincrético. Além do mais, para montar seu “Jesus mítico”, eles precisam além de distorcer as mitologias, juntar um pedaço de cada mito para formar um que possa ser usado no caso contra a história de Cristo. A pessoa que acredita nessas conexões ignora completamente todas as evidências históricas. Não possui nenhum traço de julgamento crítico e pouco se importa com a verdade.

Chega de invenção, vamos aos fatos!

O primeiro passo para qualquer pessoa que realmente busque entender essas alegações seria consultar as visões e opiniões dos acadêmicos nas áreas de especialização relevantes. Claro, os estudiosos diferem em alguns detalhes, mas o que eles têm a dizer sobre essa questão específica? Hoje, quase todos os estudiosos das especializações históricas relevantes rejeitam unanimemente a noção de que Jesus é uma cópia dos deuses pagãos. Parece que a evidência disponível os persuadiu contra esses alegados paralelos. Vejamos algumas opiniões:[59]

“Até onde eu sei, não existem qualquer evidência que a morte e ressurreição de Jesus seja uma construção mitológica.” T.N.D Mettinger.

“A ideia de morte e ressurreição de deuses é em grande parte um equívoco baseado em reconstruções imaginativas em textos tardios e altamente ambíguos.” J.Z Smith.

“Todos estes mitos são repetitivos e representações simbólicas da morte e do renascimento da vegetação. Estes não são figuras históricas…” Edwin Yamauchi,

“Ela está cheia de tantos erros factuais e afirmações bizarras que é difícil acreditar que o autor é sério.” Bart Ehrman

“Alegações de uma dependência cristã sobre o mitraísmo foram rejeitadas em todos os níveis.” Ronald Nash

O historiador Justo Gonzalez explica o motivo das alegadas similaridades:

“Durante as duas ou três primeiras décadas do século vinte, pensava-se que as religiões de mistério formavam uma unidade baseada em uma “teologia misteriosa” comum, e que o Cristianismo era simplesmente uma delas, ou quando muito, uma religião distinta na qual a influência dos mistérios era grandemente sentida. De acordo com os eruditos desta época, o Cristianismo tomou dos mistérios seu conceito sobre a paixão, morte e ressurreição de deus; seus ritos de iniciação — o batismo; sua refeição sacramental — a comunhão. Mas desde então, tem sido feito um estudo cuidadoso sobre os mistérios, e a conclusão obtida por quase todos os eruditos é que não existiu tal coisa como uma “teologia misteriosa” em comum.

Muito pelo contrário, os cultos de mistério diferiam tanto um do outro, que é até mesmo é difícil explicar o termo “religião de mistério”. Além disso, essas religiões parecem não ter alcançado seu pleno desenvolvimento até o segundo e terceiro séculos da era cristã, que é o período em que a maioria de suas características em comum com o Cristianismo aparecem.

Segue-se que tais características podem ser mais facilmente explicadas como a influência do Cristianismo sobre elas do que o oposto, mais ainda quando aprendemos que já neste período os cultos pagãos tentavam imitar algumas das características da nova fé dinâmica.” [60]

O historiador ainda acrescenta:

“Visto que o politeísmo fazia parte de sua estrutura fundamental, cada religião de mistério se sentia autorizada a aceitar e a adaptar qualquer coisa que achasse de valor em outras religiões. Se existe uma característica da religião do período helenista, esta é o sincretismo. Um culto competia com os outros, não para ser o mais austero, mas para ser o mais amplo, para incluir as mais diversas doutrinas”.[61]

Segundo os especialistas, pouco de sabe sobre essas chamadas religiões de mistério, visto que suas doutrinas e ritos de iniciação eram secretos e suas crenças mantidas entre um grupo seleto de participantes. Eles não tinham escritos sagrados e muito do que se sabe sobre eles são frutos de adições posteriores, então é difícil ter certeza sobre qualquer coisa. Como confirma o professor e Ph.D em Estudos religiosos Merril Tenney: “ Os rituais em si eram secretos. Isto significa que não estavam abertos ao escrutínio. Além do mais, os dados são muito escassos e requerem cuidado antes de se poder fazer comparações”[…] “Tal como com outros cultos, detalhes de origem e doutrina não são totalmente claros.”[62]

O acadêmico Edwin Yamauchi, escreve que “a suposta ressurreição de Attis só aparece depois de 150 dC”. E no caso de Mithra, o próprio professor Ronald Nash explica que “o mitraísmo floresceu depois do cristianismo, não antes, então o cristianismo não poderia ser copiado Mitraísmo O momento está errado em ter influenciado o desenvolvimento do cristianismo do primeiro século ”.

Essa é a diferença entre mitos e história, como mostramos no capítulo 3, a Bíblia possui uma vasta gama que a coloca num patamar completamente diferente dessas alegações mitológicas.

Muitos estudiosos de modo semelhante tem reconhecido durante quase dois milênios uma clara distinção entre os relatos dos escritores do Evangelho e dos criadores dos mitos das religiões de mistério.

Por exemplo, Walter Kunneth, professor de teologia sistemática da Universidade de Erlangen, na Alemanha, declara a respeito da originalidade do evangelho: ” A mensagem da ressurreição não surgiu no mundo contemporâneo para ser mais uma das lendas de culto habituais, em que Jesus seria um herói de um novo culto, pondo-se harmoniosamente lado a lado com outros heróis cultuais. Mas sua mensagem foi em termos de uma estrita exclusividade, um único é o Senhor (kyrios). Aqui, toda a analogia falha. Esse testemunho, em contraste com a condescendência do mundo mítico inteiro, chega com uma intolerante reivindicação de totalidade, que põe em questão a validade e a verdade de toda a mitologia.”[63]

Os professores Carlidge e Dungan reconhecem o mesmo:

” Se os cristão utilizaram conceitos e termos usuais para comunicar sua fé, eles com frequência lhe deram uma significação exclusiva. Quando adoraram a Jesus como seu salvador, o resultado foi um poderosa negação: “Nem César, nem Esculápio, nem Hércules, nem Dionísio, nem Ptolomeu, nem qualquer outro deus é o salvador do mundo — só Jesus é!”[64]

Leia os vários mitos gregos, e depois leia até o fim os relatos dos evangelhos, então você verá uma diferença marcante no sabor de todo o seu conteúdo.

O tradutor e estudioso do Novo Testamento J.B Philips, descreve: ” Eu havia lido em grego e latim inúmeros mitos, mas não achei o mais leve sabor de mito aqui [nos evangelhos]. Não há histeria, nenhuma manipulação para impressionar e nenhuma tentativa de fraude […]. Há uma sinceridade e simplicidade quase pueris, e o efeito total é tremendo.”[65]

Embora a literatura popular esteja cheia dessa baboseira ficcional, a tendência entre os estudiosos do assunto é contrária. Como enfatiza o acadêmico J.P Moreland:

” Nunca é suficiente enfatizar que tais influências são vistas pelos atuais estudiosos do Novo Testamento como tendo pequeno ou nenhuma papel na formação da imagem de Jesus no Novo Testamento, em geral, ou das narrativas da ressurreição em particular. “[66]

Mesmo na época que a tese do sincretismo estava em alta, o grande historiador e teólogo liberal alemão, Adolf Von Harnack, escreveu:

” Devemos rejeitar a mitologia comparativa que acha conexões causais entre tudo e todos, as quais derrubam sólidas barreiras, saltam sobre abismos como se fosse um jogo infantil, e engendram combinações a partir de semelhanças superficiais […]. Através de tais métodos, pode-se transformar Cristo em um deus do sol num piscar de olhos, ou criar-se lendas acerca do nascimento de todo deus concebível, ou reunir-se todos os tipos de pombas mitológicas para fazerem companhia a pomba batismal, e encontra-se todo número de jumentos célebres para acompanharem o jumentinho no qual Jesus montou em Jerusalém, e assim, com varinha mágica das “religiões comparadas”, triunfalmente eliminar todas característica original em qualquer das religiões.”[67]

Que podemos concluir de tudo isso?

Que simplesmente essa conjectura fantasiosa deve ser rechaçada, pois além de distorcer a própria mitologia, adicionando e criando novas explicações para ficarem semelhante aos evangelhos, suas conjecturas não possuem nenhum fundamento histórico, muito menos suporte acadêmico. Esses mito não foram criados para serem reais, por isso eles sempre se modificavam especialmente nos lugares de culto sincretista. Não é a toa que nenhum acadêmico leva essas alegações a sério, os “misticistas”, são como os defensores da terra plana no âmbito do debate histórico. Rejeitam o Novo Testamento e toda sua fundamentação histórica, mas acreditam em qualquer ilusão popular antirreligiosa.

Teoria da alucinação

Essa teoria afirma que as aparições de Jesus após a ressurreição foram fruto de uma alucinação dos discípulos, que devido talvez a uma histeria coletiva, todos acharam que tinham visto seu mestre vivo.

Essa é ainda mais pobre. Se eles alucinaram, então o corpo ainda estava no túmulo, e se estava lá, porque os judeus simplesmente o exibiram e acabaram com toda aquela histeria?

Além disso, essa teoria é absurda por ser anticientífica. Gary Collins, um Ph.D em psicologia clínica faz a seguinte análise sobre esse caso: “Alucinações são ocorrências individuais. Pela própria natureza, apenas uma pessoa pode ver uma alucinação em dado momento. Alucinações não são algo que possa ser visto por um grupo de pessoas. Também não é possível que alguém induza outra pessoa a ter uma alucinação. E como uma alucinação só existe neste sentido subjetivo, pessoal, é óbvio que outros não podem testemunhá-la.”[68] É extremamente improvável que duas pessoas viessem a ter a mesma alucinação ao mesmo tempo, agora imagine um grupo tão heterogêneo como era os dos primeiros seguidores de Jesus.

Alucinações geralmente duram alguns poucos segundos ou minutos; raramente duram horas. O Cristo ressurreto esteve com aquelas pessoas por aproximadamente quarenta dias. E apareceu em uma série de locais distintos, comeu, falou, ensinou, argumentou…Um produto de nossa imaginação não poderia fazer todas essas coisas.

Um grande problema para a teoria da alucinação são as testemunhas oculares variadas, pois temos relatos repetidos de Jesus aparecendo a várias pessoas que contaram a mesma coisa. E há vários argumentos que demonstram por que alucinações não podem explicar essas aparições. Os discípulos estavam cheios de medo e dúvidas, em desespero depois da crucificação, ao passo que pessoas que possuem alucinações têm uma mente fértil, cheia de expectativa. Pedro era um cabeça-dura, Tiago um cético, Paulo perseguia a igreja, certamente não eram bons candidatos a alucinações.

Três testemunhas já seriam suficientes para um tipo de “alucinação em massa”; mais de quinhentas torna o evento tão público quanto possível. E Paulo afirmou na passagem citada (1 Co 15.6) que muitas das quinhentas pessoas que viram o Cristo ressurreto ainda estavam vivas quando ele escreveu a carta, aptas a testemunhar para qualquer um que desejasse conferir a verdade sobre esse relato. Caso não fosse verdade, o apóstolo nunca poderia ter afirmado isso e saído ileso, tendo em vista o poder, os recursos e o número de seus inimigos. Lembremos que o movimento cristão enfrentou a elite judaica e a força imperial de Roma da época.

O professor Kevan indaga: “Mas se as visões do Salvador ressurreto foram alucinações, por que elas acabaram tão de repente? Por que, depois da Ascensão, não vemos outras pessoas ainda tendo a cobiçada visão? De acordo com a lei da progressão, diz o dr. Mullins, ‘as alucinações teriam de ter se tornado crônicas depois de quinhentos indivíduos terem estado sob sua influência. Mas o que acontece é que as alucinações cedem lugar a um programa claro e progressivo de evangelização”‘.[69]

O teólogo e historiador Carl Braaten: afirma: “Mesmo os historiadores mais céticos concordam que, para os primeiros cristãos […] a ressurreição de Jesus foi um evento real na história, a própria base da fé, e não uma ideia mítica que brotou da imaginação criativa dos crentes”.[70]

Vemos que a teoria da alucinação não se sustenta, ela não explica o túmulo vazio, como já demonstramos ser um fato, e contraria as próprias evidências. Se a história da ressurreição é baseada numa alucinação de diversas pessoas e mesmo assim eles mudaram o mundo dessa maneira, isso seria um milagre maior que a própria ressurreição.

Conclusão:

Simon Greenleaf, renomado professor de Direito na Universidade de Harvard, diz: “Tudo o que o cristianismo pede das pessoas… é que sejam coerentes consigo mesmas; que tratem as provas que favorecem o cristianismo da mesma forma como tratam as provas acerca de outros assuntos; e que examinem e julguem as pessoas e testemunhas envolvidas da mesma maneira como fazem com as pessoas que, nos tribunais humanos, dão testemunho a respeito de assuntos e ações humanos. Confrontemos as testemunhas umas com as outras e com os fatos e circunstâncias em que estiveram envolvidas; e examinemos minuciosamente o testemunho que dão, examinemo-lo tal como, sendo a parte contrária, o faríamos num tribunal, submetendo o testemunho a um exame bem rigoroso. Crê-se com toda a certeza que o resultado será uma convicção firme acerca da integridade, capacidade e veracidade de tais testemunhos”. [71]

E aqui está o relatório final:

Túmulo de Confúcio — ocupado;

Túmulo de Buda — ocupado;

Túmulo de Maomé — ocupado;

Túmulo de Davi — ocupado

Túmulo de Jesus — VAZIO. Ele ressuscitou!

Glorificado seja o nome de Cristo ressuscitado, pelos séculos dos séculos!

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Por Ramon Serrano

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Referências:

[1] 1 Coríntios 15:14

[2] Atos 2:32

[3] R. C. Sproul, Reason to Believe p.44

[4] Wilbur Smith, Therefore Stand: Christian Apologetics p.370

[5] N.T Wright, The new unimproved Jesus

[6] Adolf Harnack,History of Dogma p.3

[7] Habermas & Licona, 2004: p.44

[8] John Dominic Crossan, Jesus: A Revolutionary Biography p.145

[9] James D. Tabor, The Jesus Dynasty p.230

[10] Bart Ehrman, The New Testament.p.229

[11] Tacitus, Annals 15.44

[12] Josephus, Antiquities 18.64

[13] Josephus (Antiquities 20:200); Hegesippus (quoted by Eusebius in EH 2:23); Clement

of Alexandria (quoted by Eusebius in EH 2:1, 23)

[14] Gerd Lüdemann, What Really Happened to Jesus? p.80

[15] 1 Coríntios 15 1:8

[16] Willian Lane Craig, Em Guarda p. 246

[17] Irenaeus, Against Heresies, 3.3.4.

[18] Polycarp’s letter to the Philippians 9:2.

[19] Bernard Ramm. Protestant Christian Evidences p.52

[20] SPARROW-SIMPSON, W. J. The Resurrection and the Christian Faith p. 339

[21] George Hanson, The Resurrection and the Life p.24

[22] Albert Roper, Did Jesus Rise from the Dead? p.50

[23] John Stott Cristianismo Básico p.59

[24] Simon Greenleaf, O Testemunho dos Evangelistas, Examinado de Acordo com as

Regras Utilizadas nos Tribunais para o Exame das Provas p.29

[25] A Ressurreição de Jesus Cristo, Revista Christianity Today 29 mar. 1968.

[26] Willian Lane Craig, Knowing the Truth About the Ressurection

[27] 1 Coríntios 6:14

[28] Atos 2:24

[29] Hermitage Day E. On the Evidence for the Resurrection p.26

[30] Michael Green, Man Alive p.36

[31] J. N. D Anderson, Christianity: The Witness of History p.97

[32] Talmud, Sotah 19a.

[33] Talmud, Rosh Hashannah 1.8

[34] Josephus, Antiquities 4.8.15

[35] Jacob Kremer, Die Osterevangelien p. 49

[36] Gary Habermas, “Experience of the Risen Jesus p. 292

[37] William Smith, Therefore Stand: Christian Apologetics p. 368

[38] Straton, Hillyer H. I Believe: Our Lord’s Resurrection p.3

[39] Michael Green, Man Alive p. 51

[40] J.N.D. Anderson, The Resurrection of Jesus Christ p. 9

[41] Carta de Inácio aos Magnésios 9,1.

[42] Justino Mártir, II Apologia

[43] Atos 17:32

[44] Lucas 20:27

[45] Luke JOHNSON, The real Jesus, p. 30

[46] Link do artigo completo: godandscience.org/apologetics/deathjesus.pdf

[47] William D. EDWARDS et al., On the physical death of Jesus Christ, Journal of the American Medical Association, 21 Mar. 1986

[48] STRAUSS, David Friedrich. The Life of Jesus for the People p.412

[49] Mateus 28:11–15

[50] Justino Mártir, Diálogos com Trifo,108

[51] Tertuliano, Apologia

[52] Albert Roper. Did Jesus Rise from the Dead? p.34

[53] FALLOW, Samuel, ed. The Popular and Criticai Bible Encyclopedia and Scriptural Dictionary p.1452

[54] JAMIESON, Robert, FAUSSET, A. R., e BROWN, David, ed. A Commentary Criticai,

[55] Paul Little, Você Pode Explicar Sua Fé? p.64

[56] Wilbur Smith, Therefore Stand: Christian Apologetics p.578

[57] Blaise Pascal, Pensamentos 322,310

[58] George Hanson. The Resurrection and the Life p.24

[59] Para leitura completa: jamesbishopblog.com/2015/01/19/23-reasons-why-scholars-know-jesus-is-not-a-copy-of-pagan-religions/

[60] Justo Gonzalez, Uma História do Pensamento Cristão Vol 1 p. 41–42

[61] Ibid p.43

[62] Merril C. Tenney, Enciclopédia da Bíblia, Vol 5, p.162

[63] Walter Kunneth, The Theology of the Ressurection p.62

[64] David Cartlidge, Documents for the study of the gospels p.21

[65] J.B Philips, The ring of the truth p.77

[66] J.P Moreland, Scaling the secular city. p.181

[67] Citado por Ronald Nash, Christianity and the Hellenistic world p.118–119

[68] Apud. Gary HABERMAS & J. P. MORELAND, Immortality: the other side of death p. 60.

[69] Ernest Kevan F. The Resurrection of Christ p.11

[70] Carl Braaten, History and Hermeneutics, p.24

[71] GREENLEAF, Simon. Testimony of the Evangelists, Examined by the Rules of Evidence Administered in Courts of Justice p. 46

https://contramundum1.medium.com/estudo-completo-sobre-a-ressurrei%C3%A7%C3%A3o-de-cristo-dbf7595660da

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