A Estética da Moral


“Se você esmagar uma barata, você é um herói. Se você esmagar uma 

borboleta, você é um vilão. A moral tem critério estético” (GWAYÁ apud 

MEDEIROS, 2015, S/P).

 Isso explica muita coisa.

Seria uma versão de: 

"Aos amigos, tudo." Aos que querem corrigir as más obras de "nossos amigos"... 

Bem... 

Vamos relativizar, fingir demência contra todo embasamento que reforça a máxima do "sede exemplos... que não tenham do que se envergonhar... as autoridades apenas louvam e corrigem a quem é de direito...

Relativizemos tudo a favor do "nosso amigo picareta", e inauguremos um narrativa do vitimismo espiritual. Comecemos a questionar "onde está o Amor?... E o não julgueis para não serdes julgados?...

Construamos uma imagem (ainda que falsa), de exemplo de sofrimento, de perseguição... Lembremos! É natural, a vontade de torcer para o time mais fraco, torcer para a reviravolta da criança magrinha sobre o brutamontes. 

Isso! Vamos aproveitar a vibe esquerdista e pintar os que nos questionam, como brutamontes opressores. Encarnemos os antigos fariseus, andemos cabes baixo, com má aparência. Sucesso não capitaliza aliados. Os brasileiros médios só se juntam em torno dos oprimidos.

Depois, com a ajuda da cúpula, esperemos a poeira abaixar, antes de mostrarmos as garras novamente.

Quando for oportuno, fritemos quem não comprou nossa "Matrix", e vida que segue. 

Somos honestos?
Não.

Somos exemplos?
Não.

Mas estamos nos garantindo no rodízio do establishment? 
Sim.

Então: Deixem para lá.
Já estamos acostumados. "Consciência cauterizada e coração petrificado."

Dependemos disso. Vivemos dessas gorduras. Não é essa nova ordem de Paz, Justiça e Alegria que vai nos mudar. 

Não é essa história de "Na Terra como no Céu" que vai nos fazer começar a pelo menos tentar viver o que pregamos.

Lembrem-se! "As coisas não são o que são. Elas são o que parecem ser."

Se conseguirmos chorar perante o povo, replicar mensagens que tiramos da internet, e no fim, darmos uma rajada de Sharamandaia, o povo acredita em nós.

Nós falamos mansinho, andamos como um fariseu em jejum... O povo vai acreditar em nós.

Repare: Todos se juntam numa vaquinha para ajudar numa tragédia pessoal. Isso angaria foco total do esforço das pessoas.

Mas se alguém faz um grupo para contar algo bom. Uma conquista. Será visto como pedante, arrogante, aparecido.

Capitalizemos nisso.

Por fim, é a lógica de manipular pelo vitimismo.
É a forma mais covarde? É. Porque manipula se alinhando nas fraquezas, nas mazelas. 
Mas funciona. 

Quem liga se juntos, somos corruptos e prevaricadores?
Quem liga?

Se trabalharmos a estética direitinho, dominamos o discurso e implantamos nossa "nova moral", através da estética.


O importante é: 

"Ninguém solta a mão de ninguém."

Abraço!

Douglas Fonseca

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