A Escola, O Sapato e Mr. Walton
Desde o nascimento de minha
filha, em 2011, em virtude de eu e minha esposa trabalharmos em horário
comercial, fomos forçados pelas circunstâncias, a matriculá-la em uma escola
período integral (07 às 18 hs).
Hoje com 5 anos, ela permanece na mesma
escola. Escolhi uma escola que professa a mesma idéia de conduta e fé que eu e
minha esposa.
O tempo passa tão rápido que ela estará
formando amanhã (2° Período).
A escola existe desde a década de 80. Logo, acreditava
que possuía experiência em formaturas - nisto, incluo parceiros e fornecedores
experientes.
Pois bem, o parceiro da escola para aluguel
de vestido e sapato, levou um sapato para prova, há pouco mais de uma semana.
Um sapato usado. Ok! Afinal, é alugado.
Ontem, entregaram um sapato de
mesmo número do outrora experimentado, no entanto, de modelo diferente e novo
(mais acolchoado e justo). Resultado, não serviu.
Até aí, tudo bem. Qual a
dificuldade de solucionar uma questão pífia como esta? Nenhuma! Concorda?...
Não subestime a "capacidade" deles.
Pela manhã, explicamos o problema e nos foi
garantido que: "Ao Buscar sua filha
hoje à tarde, já estará trocado."
Ressaltamos a necessidade de
experimentarem antes que a buscássemos.
Pois não experimentaram, e entregaram
não apenas um sapato de modelo diferente, como 2 (DOIS) números a mais.
Convenientemente ou não, os telefones da
escola não funcionaram durante todo o dia. Às 18:30, o celular de minha esposa
recebe um sms "Ligue-me Agora. Estou Disponível." Mas não atenderam.
Apenas após postar, indignada, em um grupo de
pais de alunos, que caso não trocassem, nossa filha não iria à formatura e a
escola e seu parceiro restituiriam todos os valores pagos (e é o que de fato
faríamos).
Somente após este post, minha esposa recebe às 20hs de hoje, uma
ligação do mesmo número que não atendeu às 18:30.
Aposto que você pensou como
eu: Eureka! Alguém solícito e cordial irá nos ajudar na solução! SQN.
Enquanto minha esposa ainda indignada
relatava o ocorrido, a representante da escola a interpelou: "Se você
puder deixar eu falar!" E emendou com:
"Tem que ir fazer a troca no Nova
Cintra, mas como para você é difícil, eu te levo lá agora."
Ao que minha esposa respondeu: "É
difícil sim, porque não pago escola integral à toa. Se eu tivesse alguma
flexibilidade em meu horário de trabalho, não optaria por pagar mensalidade de
escola em dobro para que minha filha estude até 18 hs."
Agora, são 21:26 e minha esposa está em
trânsito indo ao Nova Cintra com esta exemplar gestora de crises.
Sei que esta história estava ficando
enfadonha, e é por isso que vou lhe dizer qual a moral:
* Se esta escola é tão boa, porque descobri
que os netos de seu patriarca estudam em outro colégio no mesmo bairro?
* Tudo bem que nem todo mundo é obrigado a
conhecer Pareto, Ishikawa, Drucker, Ford.
Mas quanto à máxima mais conhecida de
Sam Walton, - ou a empresa conhece; Ou seus clientes farão como o fundador:
Simplesmente atravessarão a rua.
É uma pena eu não ter dinheiro suficiente para
atravessar a rua imediatamente.
Agora tudo faz sentido. Conheci pessoas que
reclamaram que na instituição a qual me refiro, o fluxo é:
Isto está Correto? - > Quem Fez? - >...
Quem fez, define o Sim ou Não.
Muitos desistiriam, por ter suprimida, a voz
que tentava orientar através do caminho mais eficiente. Ações questionáveis teriam sido acolhidas em "berço esplêndido."
De pensar que havia retirado minha filha por
dificuldades financeiras, e suei sangue para retorná-la a um lugar em que fomos
chamados de alarmistas exagerados.
Mais cara do que o curso de Engenharia mais
caro de BH, para tratarem um rito de passagem tão importante para minha filha e
minha esposa, com arrogância e sarcasmo. "Vou te levar lá, porque para
você é difícil, né?" Dói na minha alma até agora.
Minha esposa acaba de
retornar (22:19).
O parceiro da escola disse que
está atendendo a duas escolas ao mesmo tempo, e só tinham duas opções. Adivinhem?!...
Uma era o apertado de ontem, a outra, o sapato de palhaço (2 números acima – de
hoje à tarde.).
Duas representantes da escola
estavam no carro que levou minha esposa, e em nenhum momento, houve uma
retratação, nem mesmo um simples e falso pedido de desculpas "entre os dentes."
Que um dia entendam que quando
alguém dispõe de vulta quantia em um determinado serviço, espera que não lhe
tragam problemas, mas soluções.
A vivência na área comercial, me
fez desenvolver um alto grau de resiliência. Normalmente, quando me deparo com
estas antíteses do mercado, apenas penso no capital imobilizado que se perderá.
Mas ao ver como o tratamento recebido entristeceu minha esposa, vou deixar uma
palavra para meditação dos gestores. Afinal, só se repreende a quem se ama.
Segue Uma Palavra para Meditação:
“Eu sou o homem que vai a um restaurante, senta-se à mesa e
pacientemente espera, enquanto o garçom faz tudo, menos anotar o meu pedido.
Eu
sou o homem que vai a uma loja e espera calado, enquanto os vendedores
terminam suas conversas particulares.
terminam suas conversas particulares.
Eu
sou o homem que entra num posto de gasolina e nunca toca a buzina, mas
espera pacientemente que o empregado termine a leitura do seu jornal.
espera pacientemente que o empregado termine a leitura do seu jornal.
Eu
sou o homem que explica sua desesperada e imediata necessidade de uma peça,
mas não reclama quando a recebe após três semanas de atraso.
mas não reclama quando a recebe após três semanas de atraso.
Eu
sou o homem que, quando entra num estabelecimento comercial, parece estar
pedindo um favor, ansiando por um sorriso ou esperando apenas ser notado.
pedindo um favor, ansiando por um sorriso ou esperando apenas ser notado.
Eu
sou o homem que entra num banco e aguarda tranqüilamente que as recepcionistas
e os caixas terminem de conversar com seus amigos, e espera pacientemente,
enquanto os funcionários trocam idéias entre si ou, simplesmente abaixam a
cabeça e fingem não me ver.
Você
deve estar pensando que sou uma pessoa quieta, paciente, do tipo que nunca cria
problemas. Engana-se.
Sabe
quem eu sou?
Eu
sou o cliente que nunca mais volta!"
Samuel Moore
Walton
(Kingfisher, 29 de
março de 1918 – 5 de
abril de 1992) foi o fundador da maior rede de varejo do mundo, a Wal-Mart, e de outra também entre as maiores, o Sam's
Club.
Claro que o sapato aqui, são os "20 centavos". E sabemos que "não são só pelos 20 centavos".
É também pela forma e motivação demonstrada.
Bem como Paulo disse: "Uns pregam O Evangelho por contenção, julgando acrescentar aflição às minhas prisões."
Sabe aquele sentimento de: "Vou até lá só para calar a boca?..." "Só para não falar que não fui."
E apesar de querer demonstrar estar ajudando, permanece todo o tempo com semblante fechado e em silêncio. Como se fosse um absurdo terem que resolver à noite, algo que protelaram durante um dia inteiro.
A coisa certa, feita da maneira errada, com a motivação errada, inutiliza o que seria o mais importante: A Intenção, A Motivação.
Estava fácil de nem terem ido. Estava fácil ligarem pedindo perdão, com cordialidade, durante o dia, e eu assumir o prejuízo e "deixar passar".
Mas até quando suportaremos calados, serviços cobrados a preço de ouro, serem prestados como se fosse um favor gratuito?
Ah Mr. Walton! Quanta falta o senhor nos faz!
Abs.
É também pela forma e motivação demonstrada.
Bem como Paulo disse: "Uns pregam O Evangelho por contenção, julgando acrescentar aflição às minhas prisões."
Sabe aquele sentimento de: "Vou até lá só para calar a boca?..." "Só para não falar que não fui."
E apesar de querer demonstrar estar ajudando, permanece todo o tempo com semblante fechado e em silêncio. Como se fosse um absurdo terem que resolver à noite, algo que protelaram durante um dia inteiro.
A coisa certa, feita da maneira errada, com a motivação errada, inutiliza o que seria o mais importante: A Intenção, A Motivação.
Estava fácil de nem terem ido. Estava fácil ligarem pedindo perdão, com cordialidade, durante o dia, e eu assumir o prejuízo e "deixar passar".
Mas até quando suportaremos calados, serviços cobrados a preço de ouro, serem prestados como se fosse um favor gratuito?
Ah Mr. Walton! Quanta falta o senhor nos faz!
Abs.
Douglas Fonseca



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